
Em um cenário marcado por lucros recordes de grandes grupos educacionais e um impasse nas negociações trabalhistas, professores do ensino superior privado de São Paulo realizam uma Assembleia Estadual Unificada no dia 14 de maio, às 15h. O encontro remoto definirá os rumos da campanha salarial da categoria, que já se encontra em estado de greve após rejeitar uma proposta de reajuste de 3,45% parcelado — índice considerado insuficiente diante dos balanços financeiros bilionários do setor e da ameaça de retirada de direitos históricos.
Docentes do ensino superior privado no estado de São Paulo realizam, no próximo dia 14 de maio, às 15h, uma Assembleia Estadual Unificada em formato remoto. O encontro tem como objetivo definir os próximos passos da campanha salarial da categoria, que já se encontra em estado de greve após a rejeição da contraproposta apresentada pelo sindicato patronal, o Semesp.
Lucros recordes vs. Proposta insuficiente
O cenário que antecede a nova assembleia é marcado por um contraste agudo entre a saúde financeira das instituições e a valorização do trabalho docente. Segundo dados dos portais de Relações com Investidores, os grandes grupos educacionais registraram resultados expressivos em 2025/26:
- Cogna: Lucro líquido de R$ 625,5 milhões.
- Vitru Educação: R$ 483,7 milhões.
- Yduqs: R$ 399,2 milhões (lucro ajustado).
- Ser Educacional: R$ 214,4 milhões.
- Ânima Educação: R$ 29 milhões em dividendos distribuídos aos acionistas (abril de 2026)
Apesar do desempenho bilionário do setor, a proposta econômica do Semesp limita-se a um índice de 3,45% parcelado, sem aplicação integral na data-base. Na prática, o modelo implica meses sem recomposição salarial efetiva para os professores.
Retirada de direitos e impasse nas negociações
Para a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) e sindicatos filiados, a proposta patronal é vista como uma tentativa de retrocesso. Além do baixo índice econômico, o texto do Semesp ataca cláusulas históricas da convenção coletiva, colocando em risco direitos como:
- Bolsas de estudo e assistência médica.
- Garantias de estabilidade.
- Mecanismos que facilitam demissões e redução de carga horária.
“O conjunto da proposta combina ausência de valorização salarial com retirada de direitos, em um contexto em que o setor demonstra plena capacidade financeira”, avalia a Fepesp em nota. A categoria destaca que a precarização das condições de trabalho impacta diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Mobilização e Serviço
A assembleia do dia 14 de maio será o espaço coletivo para avaliar o impasse e decidir sobre a intensificação das mobilizações. A orientação das entidades sindicais é de participação total para evitar a perda de conquistas históricas.
Assembleia Estadual Unificada – Ensino Superior
📅 Data: 14 de maio
🕒 Horário: 15h
💻 Formato: remoto
Nenhum direito a menos. Professores e professoras já deram o recado: não vamos aceitar retrocessos.




