
Com 82% de aprovação, as professoras, professores e funcionários administrativos do Ensino Superior privado paulista conquistaram uma importante vitória nesta quinta-feira (28). Reunida em assembleia estadual unificada, a categoria aprovou a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027, garantindo ganho real de 10,50% em janeiro de 2027, reajuste retroativo e a manutenção integral de conquistas históricas, após uma dura campanha salarial marcada pela resistência contra o retrocesso patronal.
Depois de uma jornada de mobilização que se estendeu por meses, incluindo 11 rodadas intensas de negociação e sucessivas assembleias estaduais unificadas, as trabalhadoras e trabalhadores do Ensino Superior privado de São Paulo conquistaram uma importante vitória. Na noite desta quinta-feira (28), professoras, professores, técnicos administrativos e auxiliares de administração escolar aprovaram a contraproposta para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027.
A aprovação encerra um dos capítulos mais tensos das campanhas salariais recentes e consolida a força da mobilização da categoria frente ao patronato.
Os Detalhes do Acordo Econômico
O pacote de conquistas financeiras e sociais aprovado garante a reposição inflacionária e ganho real expressivo, estruturado da seguinte forma:
- Reajuste Salarial: 3,45% retroativo a março de 2026, com aplicação direta na folha de pagamento de julho.
- Abono Especial: 15,35% pago na folha de agosto de 2026, compensando retroativamente o período em que a categoria ficou sem o reajuste.
- Ganho Real: 10,50% de aumento em janeiro de 2027, focado na valorização real e na ampliação do poder aquisitivo dos profissionais.
- Direitos Sociais: Manutenção integral de todas as cláusulas históricas da CCT, como a assistência médica e as bolsas de estudo para os trabalhadores e seus dependentes.
Bastidores da Assembleia: Ampla participação e voto soberano
A assembleia que selou o acordo foi marcada por debates profundos e um clima de forte união. Realizada de forma unificada e com transmissão ao vivo para garantir o acesso de trabalhadores de diversas regiões do estado, a plenária registrou uma participação expressiva.
Os números da votação refletem o consenso majoritário em torno do avanço conquistado:
- 82% dos votos favoráveis à aprovação da proposta;
- 11% de votos contrários;
- 7% de abstenções.
Durante a contagem, lideranças sindicais pontuaram que o índice de 82% de aprovação demonstra a maturidade da categoria, que soube reconhecer o limite máximo de avanço na mesa de negociação após o esgotamento das propostas patronais.
O Caminho até a Vitória: Resistência contra o retrocesso
A campanha salarial de 2026 foi uma verdadeira queda de braço. No início das tratativas, as mantenedoras adotaram uma postura intransigente, resistindo às reivindicações econômicas e apresentando contrapropostas que ameaçavam diretamente direitos históricos. A intenção do setor patronal era flexibilizar garantias fundamentais, usando o cenário econômico como justificativa.
A resposta dos trabalhadores foi imediata. A construção do estado de greve, as mobilizações constantes nos campi universitários e a forte pressão digital foram os combustíveis necessários para fazer o patronato recuar.
Próximos Passos: Assinatura e fiscalização
Com a aprovação soberana da assembleia, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) e os sindicatos integrantes informaram que os próximos passos jurídicos já estão em andamento:
- Redação Final e Assinatura: O texto final da Convenção Coletiva está sendo revisado pelas assessorias jurídicas para a assinatura formal entre a Fepesp e o sindicato patronal (Semesp).
- Homologação: O documento será registrado no sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para garantir validade legal imediata.
- Fiscalização nas Bases: Os sindicatos regionais iniciarão um plantão de fiscalização para garantir que todas as instituições de ensino privado cumpram rigorosamente os prazos de pagamento dos reajustes (julho), dos abonos (agosto) e a manutenção dos benefícios.
A diretoria do Sinpro Santos reforça que a vitória na mesa de negociação só se tornou realidade porque a categoria se manteve firme nas salas de aula e nos pátios. A unidade demonstrou que a valorização dos profissionais é o único caminho para a qualidade da educação privada em todo o estado de São Paulo.




