06/03/2026

“Aprovamos um pacote de mobilização e discussão”. Foi com essa declaração que Walter Alves, presidente do Sinpro Santos e Região encerrou a Assembleia Geral Remota dos Professoras e os Professores e as Técnicas e os Técnicos de Ensino empregados do SESI-SP e do SENAI-SP dos municípios de Santos, Cubatão e Registro.

As assembleias realizadas na quinta-feira, 5 de março de 2026, marcaram um momento decisivo de união e resistência para os professores e técnicos de ensino do SESI-SP e SENAI-SP em todo o estado de São Paulo. De Campinas à Capital, de Santos a Osasco, a categoria demonstrou que não aceitará retrocessos na Campanha Salarial 2026.

Docentes de diversas cidades da base do Sinpro Santos estiveram presentes no encontro, que começou com uma saudação da presidente do Sinpro Santos, Walter Alves.

Na sequência, o Primeiro Secretário do sindicato, Jefferson Pires, apresentou um balanço das negociações com a rede e a pauta de negociações como reajuste salarial, benefícios, licenças, férias, disparidades salariais, plano de carreira e revisão dos temas remanescentes das negociações de 2025.

Pontos Centrais do Debate

  • O Impasse das Férias: A alteração unilateral no calendário de férias foi um dos temas mais criticados. Os docentes  repudiaram o que classificam como uma medida arbitrária. Embora a instituição alegue necessidade de compatibilização de calendários, os sindicatos reforçam que, após a Reforma Trabalhista, o acordado em convenção deve prevalecer sobre a lei.
  • A instituição alega que a medida é necessária para compatibilizar os calendários das duas redes (SESI e SENAI), mantendo os 200 dias letivos. Embora o SESI reconheça que deveria ter comunicado os sindicatos previamente, afirmou que não revisará o cronograma de 2026, sinalizando abertura apenas para 2027.
  • “Destacamos que, após a Reforma Trabalhista, o que foi acordado entre as partes prevalece sobre o legislado”, pontuou a liderança sindical, rebatendo o argumento patronal de que o empregador tem soberania total sobre o período de descanso.
  • Direitos Sociais em Pauta: Licença-maternidade: A categoria busca ampliar a licença para seis meses, enquanto o SESI-SENAI insiste em manter a redação de 2025.
  • Alimentação (TRI): A implementação do Ticket de Refeição Individual (TRI) para unidades sem refeitório continua sendo uma exigência prioritária, ainda tratada como “em estudo” pela rede.
  • Plano de carreira e isonomia salarial: a questão do plano de carreira foi tratada como um dos pilares da pauta de reivindicações, mas o cenário desenhado foi de estagnação por parte da instituição.
    Embora o SESI-SENAI possua frentes de Ensino Superior (como as Faculdades SENAI), a discussão sobre o plano de carreira na assembleia foi abordada de forma estrutural para toda a categoria. Aqui estão os pontos principais sobre como o tema foi conduzido:

O Primeiro Secretário do sindicato, Jefferson Pires, apresentou o plano de carreira como um item essencial da Campanha Salarial 2026. O objetivo dos sindicatos é garantir que a progressão profissional não seja subjetiva, mas baseada em critérios claros de titulação, tempo de serviço e desempenho.

O Problema das “Disparidades Salariais”

Um ponto muito debatido são as disparidades salariais. O sindicato denunciou que existem profissionais com as mesmas funções e qualificações recebendo remunerações diferentes. A proposta do plano de carreira visa justamente corrigir essas distorções, criando uma régua justa para todos.

A rede SESI-SENAI ainda não apresentou nenhuma contraproposta sobre este tema. Segundo o relato da assembleia, não houve discussão sobre reajuste ou sobre a estruturação da carreira.

A instituição tem se mantido em silêncio sobre a revisão de temas remanescentes de 2025, o que inclui a evolução funcional dos docentes.

Próximos Passos

Por unanimidade, a pauta de reivindicações foi mantida. As lideranças sindicais, como Walter Alves (Sinpro Santos) e Conceição Fornasari (Sinpro Campinas), reforçaram que a campanha agora entra em uma fase de mobilização intensa. O objetivo é pressionar o SESI-SENAI para que as próximas rodadas de negociação tragam avanços reais em benefícios, plano de carreira e correção de disparidades.

A postura proposta por Walter Alves foi aguardar as próximas rodadas de negociação agendadas com o SESI, dias 12 e 17 desse mês. Para, então, após a resposta da rede, levar a nova assembleia para decidirmos se iremos à luta.

E partir para o enfrentamento ao “Não”.

Que começou com o verdadeiro pacote de mobilização e discussão aprovado por unanimidade na manhã dessa quinta-feira.