10/05/2022

Gabriella Barboza, de 22 anos (foto), foi orientada a procurar médico após ser chamada para ser modelo em um exame durante a aula. Jovem foi diagnosticada com um tipo de câncer de tireoide.

Era mais um dia de aula para a estudante de medicina Gabriella Barboza. Ela e os colegas de classe aprendiam sobre exames físicos na região da cabeça e do pescoço.

Em certo momento, a jovem foi chamada pelo professor Daniel Lichtenthaler para ser usada como modelo de como deveria ser feito um exame no pescoço. “Outros alunos já tinham sido chamados. Fui chamada quando ele explicou sobre a técnica para apalpar a tireoide”, relembra Gabriella.

Enquanto o professor fazia o exame na frente da turma, a estudante percebeu algo diferente na reação dele. “Acredito que ele tenha ficado receoso de falar ali, mas notei que algo não parecia normal”, diz a jovem. Ela conta que depois, no fim da aula, questionou o docente. “Perguntei se havia alguma coisa de diferente enquanto ele apalpava o pescoço, ele me disse: tem algo aí, dá uma olhadinha”.

Depois desse alerta, ela fez exames e foi diagnosticada com um tipo de câncer de tireoide.

Ela classifica aquela aula, em meados de outubro de 2020, como um momento fundamental para a sua saúde. “Acho que se eu não tivesse ido naquele dia, talvez não descobrisse tão cedo a doença, o meu diagnóstico demoraria muito mais e poderia ser mais grave”, diz a estudante, hoje com 22 anos.

O alerta durante a aula – A jovem, que estava no terceiro semestre de medicina, afirma que não tinha nenhum sintoma, muito menos havia notado qualquer alteração no pescoço.

Lichtenthaler, que é médico especialista em geriatria e clínica médica, conta que notou que a tireoide da aluna apresentava um aumento significativo e assimétrico. Esse motivo o levou a chamá-la para ser usada como modelo na demonstração técnica.

G1; 06/05
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