
Docentes de todas as unidades do SESI no Estado de São Paulo publicaram uma “Carta Aberta à Comunidade Escolar” para comunicar que a categoria se encontra oficialmente em Estado de Greve. A decisão é um protesto contra a postura da direção da instituição em relação à Campanha Salarial deste ano e às condições de trabalho nas escolas.
Principais Reivindicações e Impasse
Segundo o documento assinado por diversas entidades sindicais, como a FEPESP e diversos núcleos do SINPRO, a gestão do SESI tem demonstrado desrespeito ao tratar a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Entre os pontos críticos citados estão:
- Reajuste Salarial: O SESI estaria se negando a aplicar reajustes nos salários da categoria.
- Plano de Carreira: A instituição se recusa a discutir melhorias e estruturação na progressão profissional dos docentes.
- Educação Inclusiva: Há uma demanda urgente pela contratação de mais professores facilitadores para atuar na adaptação de materiais e suporte a alunos da educação inclusiva.
Sobrecarga e Impacto na Saúde Mental
A carta destaca um cenário preocupante em relação ao bem-estar dos professores. A sobrecarga de trabalho é apontada como uma queixa generalizada em todas as unidades paulistas.
De acordo com o comunicado, essa pressão constante tem provocado sérios problemas de saúde, incluindo:
- Sintomas de ansiedade e pânico.
- Estresse crônico e sofrimento mental.
- Adoecimento físico, agravado pela pressão das gestões para que os docentes não faltem ao trabalho mesmo quando precisam de cuidados médicos.
“O Estado de Greve é mais que legítimo: não significa paralisação das atividades, ainda… É um aviso de alerta à direção do SESI de que a situação precisa ser tratada com a seriedade e o respeito que merece.”
Mobilização Estadual
O movimento conta com o apoio de uma ampla rede de sindicatos, abrangendo regiões como São Paulo, ABC, Campinas, Sorocaba, Santos, Taubaté, Jundiaí, Bauru, Osasco, entre outras.
Os professores encerram o documento solicitando a compreensão e solidariedade das famílias e dos alunos, reforçando que a luta busca garantir não apenas direitos trabalhistas, mas a própria qualidade do ambiente educacional.
Confira abaixo a Carta Aberta:




