
O setor do Ensino Superior Privado entrará em estado de alerta máximo. No dia 23 de abril (quinta-feira), às 15h, professores e professoras de instituições de ensino superior de todo o estado de São Paulo participam de uma Assembleia Estadual Unificada para avaliar a última proposta do SEMESP (sindicato patronal).
A reunião acontece em um momento crítico, onde a categoria busca não apenas a reposição da inflação, mas a proteção contra a precarização do trabalho docente nas universidades e faculdades privadas.
A Pauta: Entre o Reajuste e a Sobrevivência de Direitos
As negociações do Ensino Superior costumam ser marcadas por debates intensos sobre a manutenção das Cláusulas Sociais, que no estado de São Paulo são consideradas uma das mais robustas do país. Para 2026, os eixos centrais da assembleia incluem:
- Reajuste Salarial: A busca por um índice que garanta o poder de compra diante da alta do custo de vida.
- Hora-Atividade: A preservação do pagamento pelo tempo dedicado à preparação de aulas e correção de trabalhos, alvo frequente de tentativas de redução pelo setor patronal.
- Garantia de Semestralidade: O direito que protege o professor contra demissões imotivadas no meio do semestre letivo.
- Regulação do Ensino Híbrido: A demanda por regras claras e remuneração justa para o trabalho realizado em plataformas digitais e modelos de ensino a distância.
“O Ensino Superior privado vive uma transformação tecnológica acelerada, mas essa inovação não pode ser feita às custas da saúde mental e do salário do professor. A assembleia do dia 23 definirá se aceitaremos o que está na mesa ou se partiremos para o enfrentamento”, destaca a liderança da FEPESP.

Formato e Participação
Diferente da assembleia do SESI/SENAI (que ocorre no período noturno), a assembleia do Ensino Superior foi estrategicamente convocada para o meio da tarde (15h), visando contemplar os docentes que lecionam em diferentes turnos ou que possuem janelas de horário nesse período.
O encontro será realizado de forma virtual, permitindo a conexão em tempo real de docentes da capital, litoral e interior. A unificação das bases — coordenada pela FEPESP e pelos Sinpros de diversas regiões — é o trunfo da categoria para evitar que o patronato fragilize as negociações em cidades menores.
O Termômetro das Salas de Aula
Relatos de professores indicam uma crescente insatisfação com o aumento do número de alunos por turma e a “plataformização” do ensino. Por isso, a expectativa é de que a assembleia de quinta-feira registre um quórum elevado, com discussões acaloradas sobre a possibilidade de rejeição das propostas caso não haja avanços significativos nas cláusulas econômicas.
Resumo do Evento
- O quê: Assembleia Estadual Unificada (Ensino Superior Privado).
- Data: 23 de abril de 2026.
- Horário: 15h00.
- Local: Ambiente virtual (verifique o link de acesso).
- Objetivo: Deliberar sobre a contraproposta patronal para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).



