Em Assembleia Estadual Unificada realizada na noite desta segunda-feira (27/04), os professores e professoras do Sesi-SP decidiram pela aprovação da contraproposta patronal. O desfecho encerra um ciclo de negociações intensas, marcado por uma mobilização histórica e pela firmeza da categoria diante da postura rígida da instituição.
Embora vitoriosa, a aprovação não foi unânime. O resultado refletiu uma divisão interna significativa: enquanto uma parte optou pelo encerramento do impasse, outra parcela expressiva votou contra, sinalizando que as concessões do Sesi ainda estão aquém do esperado.
Panorama da Negociação
- Reajuste e Cláusulas Econômicas: Aprovados (com ressalvas sobre o valor real).
- Férias Escolares: Vitória: mantidas no período habitual após forte pressão.
- Condições de Trabalho: Sem avanços significativos por parte do Sesi.
- Mobilização: Alta participaçãoem todo estado de São Paulo.
- A Vitória nas Férias e o “Recado Dado”
Um dos momentos definidores da campanha foi a tentativa do Sesi de condicionar o acordo à alteração do período de escanso dos docentes. A categoria reagiu prontamente, enxergando a manobra como uma pressão indevida sobre a vida pessoal dos trabalhadores.
“A mobilização deixou um recado claro: no nosso descanso não se mexe. Conseguimos restabelecer as férias para o período habitual, e isso foi uma resposta direta e vitoriosa da categoria”, destacou Ailton Fernandes, presidente da Fepesp.
Contradição Institucional
A condução das negociações expôs uma lacuna entre o discurso do Sesi e a prática. Enquanto a instituição prega a “valorização do docente” em suas comunicações oficiais, a mesa de negociação foi pautada pela recusa em discutir melhorias estruturais na carreira e no cotidiano escolar.
Segundo Fernandes, a aprovação atual deve ser vista como um recuo estratégico. A categoria demonstrou maturidade ao entender a correlação de forças, mas mantém o “ponto de atenção” sobre as demandas que o Sesi se negou a atender.
Próximos Passos: A Luta Não se Encerra
A Fepesp e os sindicatos integrantes reforçam que o fim desta campanha salarial é apenas o fechamento de um capítulo. A organização construída desde o ano passado — com assembleias lotadas, panfletagens e diálogo direto nas escolas — servirá de base para os embates futuros.
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Vigilância: Acompanhamento rigoroso das condições de trabalho nas unidades.
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Acúmulo de Força: Preparação antecipada para a Campanha Salarial de 2027.
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União: Fortalecimento dos canais de comunicação entre sindicatos e base.
O recado final é de resiliência: os professores saem deste processo mais organizados e atentos aos seus direitos.
A luta continua.




